Ruptura Vs Manutenção – As Duas Vertentes Ideológicas dos Mutantes

Publicado janeiro 24, 2012 por srfelga
Categorias: Marvel Comics

Etiquetas: , , , ,

(Publicado originalmente no site Universo Marvel 616)

Em um diálogo com Nate Grey, o X-Man, Norman Osborn afirma que há um complicador quando se trata da comunidade mutante. O então diretor do MARTELO diz que “os mutantes são heróis com política”. Trata-se de um fator que acabou atrapalhando seus planos de controle dos mutantes. Aparentemente, Osborn fala que não há esse empecilho em relação ao resto dos heróis, bastando, é claro, soltar um bom “avante, Vingadores” para as coisas fluírem bem.

Algumas considerações. Em primeiro lugar, devemos verificar qual o sentido de “política” que Osborn atribuiu à palavra. Em minha modesta opinião, o sentido atribuído ao termo foi o referente à “ideologia”. Mutantes seriam super-heróis com ideologia. Já o resto dos outros super seres seriam desprovidos de tal atributo.

Bom, ouso discordar de Osborn, mas não totalmente. Obviamente, uma considerável parcela da comunidade heroica tem um forte posicionamento ideológico. A Guerra Civil foi um evento que demonstrou isso claramente. Mas essa questão vai ficar para outro artigo. O foco, aqui, são os mutantes. E, de certo modo, Osborn está correto.

De um modo geral, tanto do lado dos heróis quanto do lado dos vilões mutantes, a questão ideológica é forte, ainda que, no mais das vezes, não tão bem tratada pelos autores. No fundo, conta-se nos dedos aqueles que abordaram, satisfatoriamente, o tema. Mas, ainda que tratado de forma deturpada ou errônea, a forte questão ideológica move os personagens mutantes.

Por muito tempo, a questão sempre girou em torno de dois personagens, cujo filme X-Men: Primeira Classe tem como principal foco: Professor Charles Xavier, conhecido como Professor X, e Eric Magnus (ou Lensherr ou, ainda, Max Eisenhardt ), mais conhecido como Magneto. Dois lados de uma mesma moeda. Para muitos, ambos seriam a metáfora de dois personagens importantes do movimento pela igualdade de direitos entre negros e brancos: Martin Luther King (no caso, representado por Charles Xavier) e Malcom X (personificado por Magneto). Mas os dois personagens se encaixam em outras metáforas. A associação, muito provavelmente, se deu ao momento de criação dos mutantes, cuja época fervilhava o movimento negro pela igualdade de direitos. Muito provavelmente, se os X-men e seu microuniverso tivessem sido criados em outra época, a metáfora seria baseada em outros personagens históricos.

No fundo, Xavier representa a crença de que o sistema é bom, mas pode melhorar, enquanto que Magneto é o revolucionário que clama pela destruição do status quo, para o surgimento de uma nova ordem. Vejo, nesse ponto, uma metáfora mais interessante de analisar os outrora personagens centrais dos mutantes (hoje, a figura central é o Cike, mas isso fica para depois).

Xavier sempre pensou que o sistema, com uma boa dose de paciência, poderia evoluir. Ou seja, Xavier acredita que o sistema tem capacidade de aceitar os mutantes. No entanto, leva bastante tempo para isso e a mudança é sempre acompanhada de muitas dores e retrocessos. Aliás, trata-se de uma escolha que demanda paciência (não só do líder, mas de seus comandados) porque há uma grande probabilidade de se decepcionar várias vezes (fato que ocorreu diversas vezes com os X-Men), além de ficar em xeque com as próprias crenças (Vide o final de Deus Ama, o Homem Mata).

Magneto, por sua vez, acha que o sistema é viciado. Não só pelo fato de que nunca irá permitir a aceitação dos mutantes, mas a própria forma denota uma incapacidade de atender aos verdadeiros anseios do povo (no caso, o homo superior). Partindo dessa premissa, associado ao fato de pertencer a uma raça tida superior, bem como a enxurrada de problemas (como viver num campo de concentração) que o acompanharam, Magneto parte para a solução radical. Não há conserto para o sistema. O sistema tem que ser destruído para que surja um novo que atenda aos verdadeiros anseios do povo mutante.

As duas visões, dependendo a quem se pergunte, podem ser consideradas corretas. Quantos de nós, em determinados momentos, não clamam por uma verdadeira revolução? Da mesma forma, quantos pensam que não é pela via democrática, que envolve mais diálogo do que força, o caminho para resolução dos problemas? Ou seja, ambos estão corretos, desde que guardadas as devidas proporções. Não há como concordar com os métodos de Magneto, pois, em última análise, este só quer promover a mudança da classe dominante (apesar que o intuito de várias revolções foi este). No fundo, as coisas continuariam parecidas, só mudariam os opressores. Mas, como forma de desenvolver a questão ora proposta, vamos nos ater ao fato de que Magneto tão somente que uma nova ordem.

Com efeito, se fosse feita uma análise mais isenta, Magneto e Xavier estariam no mesmo plano. É possível que alguns leitores consigam enxergar tal situação, mas fatalmente os escritores não, o que ensejou a criação de histórias que se trabalhavam os extremos dos personagens (Magneto um louco fascista e Xavier um santo paciente). Inclusive, boas histórias foram aquelas que mostravam certa razão de Magneto (mas sempre criticando seus métodos) e Xavier usando de métodos mais escusos (vide Perigo e Gênese Mortal).

Acho que o ambiente em que foram criados os mutantes mostrava esse caminho. Ainda que fosse período de luta e conquista dos direitos civis (negros e mulheres), a conquista deveria ser de acordo com a forma determinada pelos opressores (ou seja, nada de revoluções). Para mim, o sistema democrático, a melhor forma de governo, diga-se de passagem, também possui seus problemas, já que as regras são impostas pela maioria, que acaba, invariavelmente, cerceando o direito dos grupos mais fracos. E, em alguns casos, concessão dos direitos acaba ocorrendo mais como uma forma de manutenção do sistema do que como medida de justiça. Ou seja, a pressão exercida é simplesmente para que o sistema aceite uma determinada situação, mas isso não quer dizer o aprimoramento dele.

Essa questão refletiu nos autores, consciente ou inconscientemente. Creio (opinião minha) que se fosse um período diverso da história, num momento que a ruptura fosse vista como uma coisa boa (como, por exemplo, à época da Revolução Francesa) Magneto (ou uma versão radical de Xavier) seria o herói, em razão de sua postura revolucionária. Mas o período era outro, existia a guerra fria e o termo revolução, possivelmente, era associado aos movimentos socialistas e comunistas. Assim, o herói passa a ser aquele que joga dentro das regras do sistema, mostrando as virtudes e os possíveis caminhos para “correção” deste.

Assim, Xavier é privilegiado, ainda que faça coisas idiotas (como diria Kitty Pride) ou antiéticas, mas, mesmo assim, seja pela ingenuidade da época (ou dos escritores), seja pelo fato de estar do lado certo, crê-se que agiu corretamente. Nota-se que o comportamento apresentado por Xavier (ou por diversos heróis) hoje seria altamente questionado, tanto que algumas de suas presepadas renderam boas histórias de conflitos morais.

Creio que, analisando o retrospecto, e dosando certos momentos, Magneto seja mais coerente e sincero. Aliás, poderia se dizer até menos hipócrita, já que sempre deixou claro que faria de tudo, inclusive bagunçar a vida dos filhos, para alcançar o seu objetivo. Mas, mesmo que seja mais sincero e corente, um revolucionário (que, no mais das vezes, é tachado de terrorista) não pode ser um herói, a não ser que sua filha louca e ultrapoderosa engendre uma realidade onde ficou demonstrado que, depois de muita luta, os mutantes eram o povo escolhido. Só mesmo em realidade alternativa.

Toda essa questão vem à tona em momentos como lançamento do novo filme da franquia dos mutantes, cujo choque de ideias (manutenção vs ruptura e Xavier vs Magneto) acaba aparecendo. Mas já faz um bom tempo que Magneto e Xavier, bem como suas ideias, estão fora do ambiente dos mutantes nos quadrinhos. Hoje, impera o pragmatismo de Ciclope, que dosa ações utilizadas por Magneto e Xavier, adaptando-as conforme a situação. Mas isso já é uma questão a ser discutida em outro artigo.

Hellsing: Uma Caçada Anárquica aos Vampiros

Publicado agosto 22, 2010 por srfelga
Categorias: Mangás/Manhwas

Etiquetas: , , , , , , , , ,

Manter um blog é relativamente complicado. Esse espaço, devido a alguns eventos ocorridos nos seis primeiros meses do ano, ficou praticamente sem postagens. Não que eu tenha deixado de ler quadrinhos ou coisa do tipo. Mas é que fiquei com uma profunda falta de tempo. Muitos afazeres, incluindo o outro site que eu escrevo, o Marvel 616. Não é muito fácil conciliar diversas atividades. Em razão disso, acabei deixando de lado esse espaço, mas sempre alimentando a ideia de que, algum dia, voltaria a escrever minhas eventuais besteiras sobre quadrinhos e outras coisas mais.

Bom, ainda não sei se é o momento de retornar a essa atividade. Na verdade, nem sei se poderei manter alguma periodicidade, mas tentarei. Sempre gostei de poder deixar minha opinião sobre quadrinhos, até mesmo como forma de incentivo à leitura. E comecemos o retorno por um mangá que li faz algum tempo. Com vocês, HELLSING.

Basicamente, o mangá, de autoria de Kohta Hirano, conta a história da agência de britânica especializada em matar vampiros. Sua líder, Sir Integra Hellsing, é descendente, como é de se notar, da família Hellsing, especializada em aniquilar os desmortos mais populares do momento. E para isso conta com um genuíno puro sangue, conhecido apenas pelo nome de Alucard.

E a história se resume basicamente a isso.  Na verdade, nem acho que a história seja tão interessante quanto eu já achei um dia. Mas nem por isso o mangá é ruim. Na verdade, o fato de não ter uma história complexa faz com ele seja bem bacana.

O forte do mangá são, obviamente, os desenhos e, por consequência, as cenas de ação que Hirano constrói. Obviamente, Hellsing não é o tipo de HQ que os fãs de Crepúsculo devem ler. Alucard é o oposto de Edward, ou seja, é um vampiro de verdade.

Alucard, apesar de jogar do lado dos “bonzinhos”, não quer dizer se converteu e parou com as matanças. Ao contrário, o lixeiro da hellsing é um verdadeiro carrasco, pronto para aniquilar qualquer criatura que atrapalhe os planos de sua mestra, Integra. E qualquer criatura, inclusive seres humanos. A cena do Rio de Janeiro é um exemplo sobre como Alucard pode ser muito bonzinho.

Alguns desenhos de Hirano parecem ser estranhos a primeira vista. Mas percebemos que faz parte do estilo do desenhista mesmo. Notamos que alguns braços de Alucard são exageradamente maiores que o próprio corpo, mas isso não quer dizer que o autor seja um desleixado em termos de anatomia. Mas há essa preferência estilística, como já dito.

Como já dito, as cenas de ação são o melhor atrativo. Tiros, balas, cortes e lutas, regadas a muito sangue, são as melhores partes do mangá. Apesar de originalmente concebido como um one-shot hentai, não vemos aqui grandes cenas de sensualidade ou erotismo. O que vemos aqui mesmo é muita violência. Mas é violência muito bem construída.

Os personagens, apesar de não serem altamente complexos, são bem interessantes. Além de Integra e Alucard, temos Seras, a policial que acabou sendo vampirizada por Alucard, Walter, o mordomo da Hellsing, que também faz ás vezes de armeiro, criando armas de alto poder de fogo para combate às criaturas das trevas, Padre Andersen, membro da seção treze do vaticano, conhecida como Iscariotes, que tem como objetivo eliminar as criaturas que atrapalham os planos da Santa Sé. Lembramos que, ao final de alguns volumes, há uma pequena historieta chamada Cross Fire, que é baseada em alguns personagens pertence à Iscariotes.

Personagens simples, sem grandes questões ou profundidades, mas que, ao mesmo tempo, conseguem ser extremamente cativantes. Esse é um dos pontos fortes de Hellsing. Aliado ao ritmo imprimido na história, temos a receita de sucesso do mangá, ainda que este não tenha um história tão complexa assim.

O mangá deu origem a uma série de 13 episódios e a um OVA. O OVA é mais fiel à história do mangá, talvez sendo mais recomendado que o a primeira série. Não que seja ruim, mas o OVA desenvolve melhor alguns conceitos.

Com cenas de ação e muita violência, Hellsing pode não ser para todos os gostos, mas não deixa de ser um ótimo passatempo, já que as cenas de ação são muito boas.

Até a próxima (que eu espero que seja breve)

Resumo: Vertigo 1 e 2 (Ed. Panini)

Publicado janeiro 16, 2010 por srfelga
Categorias: Vertigo Comics

Etiquetas: , , , , , , , , , , , ,

Bom, fazer resumos das minhas revistas é um tanto complicado. Tenho tentado (muitas vezes, em vão) ler os mais diversos materiais, mas a falta de tempo parece ser um grande obstáculo a ser resolvido. Talvez se o dia tivesse algumas horas a mais, as coisas fossem mais simples. Ou não, como sempre ressalta meu companheiro 616 Eddie. Enfim, não vou usar esse espaço para lamentações. Vamos falar de um lançamento que agitou final do ano passado e que deu, mais uma vez, esperanças de os quadrinhos da Vertigo serem lançados no país com o devido respeito que merecem.

Como todos nós sabemos, a Pixel desistiu das publicações do selo Vertigo e Wildstorm, alegando que os resultados foram aquém do esperado. Houve, obviamente, muitas reações ao fato, todas, em maior ou menor grau, lamentando que mais uma vez uma editora não conseguiu cumprir a missão de publicar os quadrinhos Vertigo. Pouco tempo depois, surgiu uma luz no fim do túnel: A Panini, maior editora de quadrinhos do país, resolve adquirir os direitos dos referidos selos deixados de lado pela Pixel, e passa a ser a nova esperança de publicação, de forma decente, dos quadrinhos mais badalados dos EUA.

É claro que muitos estão céticos, principalmente em razão das tentativas frustradas de publicação e somente o tempo dirá se a Panini conseguirá segurar o tranco. Aparentemente, a editora tem mais chances que sua antecessora, dado ao seu porte. Mas ainda é difícil avaliar se a coisa irá durar. Somente com o tempo teremos uma noção se as coisas vão engrenar ou não.

Entre os seus planos de lançamento, além de muitos encadernados, a Panini resolveu lançar um mix que traz 5 histórias (um pequeno diferencial, já que a maior parte dos seus mixes são de 4 histórias) , todas com o que há de melhor nos quadrinhos da Vertigo, considerada por muitos o selo de quadrinhos adultos mais popular nos EUA. As revistas que compõe o mix são: Hellblazer (popularmente conhecida como Constantine), de Mike Carey (autor de X-Men Legacy e Lúcifer) e Steve Dillon( Eterno parceiro de Garth Ennis em Preacher e Justiceiro); Vikings (originalmente Northlanders) de Brian Wood (autor de DMZ, que na publicação da Panini virou ZDM) e Davide Gianfelice; Escalpo (Scalped no orginal) de Jason Aaron (autor de Motoqueiro Fantasma e Wolverine) e R.M. Guéra; Sandman Apresenta: A Tessalíada, de Bill Willingham (autor de Fábulas) e Shawn Macnus; Lugar Nenhum, de Mike Carey e Glenn Fabry (desenhista de Thor: Vikings).

Um mix de respeito, diga-se passagem, com roteiristas e desenhistas premiados, não só pelo selo Vertigo, mas também pelos selos mainstream Marvel e DC. Ou seja, em poucos momentos da história da Panini, temos um mix que é 100%, coisa rara de ser ver entre os quadrinhos de supers. Espero, sinceramente, que a revista Vertigo dure um longo tempo.

Vamos às histórias:

Hellblazer: Constantine é um velho conhecido para aqueles que já tiveram o prazer de ler alguma coisa do selo. Obviamente, esqueça o filme que foi lançado, porque ele não tem nada a ver com o personagem. O personagem nos quadrinhos é mil vezes mais interessante. Bom, voltando à história, muitos vão estranhar o fato da Panini publicar, logo de cara, a fase capitaneada por Mike Carey. Porém, por opção editorial, preferiu-se publicar as fases Azarrello (ou melhor, o que restavam) em encadernados, como podemos ver no mês passado. Sinceramente, a fase Azarrello poderia ter virado uma notinha de rodapé da revista, já que, nesse novo arco, Carey resgata alguns elementos esquecidos (ainda bem). Gostei bastante desse arco. E torço para que Carey não deixe a peteca cair.

Vikings: Esse era um título que todos que acompanhavam os lançamentos do selo Vertigo elogiavam. O grande lance da história é o panorama histórico dela. Ainda não sei se posso dizer que é um bom título, mas na segunda edição, a coisa melhorou e parece ser esse o ritmo da história. Basicamente, a história gira em torno de Sven, um nórdico determinado a recuperar a sua herança usurpada pelo seu tio. Brian Wood costuma escrever histórias fantásticas e polêmicas (vide ZDM). E Vikings não deve ficar de fora dessa.

Escalpo: Aqui acho que está a cereja do bolo da revista. Jason Aaron coloca o dedo em um vespeiro, mostrando os problemas sociais de uma comunidade indígena. Nesse contexto, encontramos Dashiel Cavalo Ruim, um índio que retorna a sua tribo e arranja o cargo de policial tribal, organização comandada por Lincoln Corvo Vermelho, chefão da reserva, supostamente envolvido com as mais diversas atividades ilícitas. Só que Dashiel não é só um filho pródigo. Cavalo Ruim é um agente especial do FBI, infltrado justamente para obter provas contra Corvo Vermelho. Aqui temos um bom exemplo de HQ explosiva. Jason Aaron impõe um ritmo quase que alucinante para os acontecimentos, fazendo com que o leitor sinta a angústia de Cavalo Ruim, que vive no limite constantemente. Muito legal a história. Espero que seja sempre assim.

Tessalíada: Bom, quem não leu Sandman deve ter ficado boiando. Thess é uma das personagens que apareceu, se eu não me engano, no arco “Um Joga de Você”. Apesar da aparência de uma garotinha, ela é uma das bruxas mais poderosas da Tessália. E parece que alguns desafetos do passado estão atrás de sua alma. Outra revista bastante interessante, principalmente pelas soluções não óbvias que o roteirista dá para os acontecimentos. E o carisma de Thess ajuda ainda a história.

Lugar Nenhum: Baseada em um romance de Neil Gaiman, a HQ conta a história de Richard Mayhew, um pacato cidadão de Londres que se vê envolvido em um mundo de magia e mistério, que acaba transformando a sua vida (para pior, é claro). Mais uma vez, Carey mostro o porquê de ser considerado um dos melhores escritores da atualidade. E, em conjunto com Glenn Febry, temos um dos melhores títulos da revista.

Enfim, espero que esse mix tenha uma vida longa!!

Resumo: Marvel Max 75 e 76 (Ed. Panini)

Publicado janeiro 6, 2010 por srfelga
Categorias: Marvel Comics

Etiquetas: , , , , , , ,

Primeira semana do ano, hora de movimentar um pouco esse espaço. Vou fazer alguns resumos rápidos das mensais, priorizando as duas mensais voltadas para as histórias mais alternativas, voltadas para um público mais adulto. Começando com as duas últimas edições de Marvel Max, que tem quase os mesmos títulos. E vamos a eles:

Zumbis Marvel III: E eles voltaram!!! Sim, os Zumbis Marvel estão de volta, para alegria de muitos e tristeza de outros. Dessa vez, a dimensão oficial é o palco de histórias dos devoradores. Ao que parece, estão focando mais nos vilões que acabaram ficando na Terra (para entender melhor, leia Zumbis Marvel I). E os astros aqui são dois robôs, Homem-Máquina e Jocasta. Bom, nunca fui fã da série, mas considerando o que anda saindo, até que não é tão ruim assim.

Foolkiller e Foolkiller: Anjos Brancos:  Aqui houve uma pequena mudança. Terminada a primeira mini do personagem, em Marvel Max 76 começou uma novo mini, dessa vez batizada de Anjos Brancos, que vai colocar o Matador de Idiotas contra uma gangue racista. E o melhor de tudo, nosso querido personagem não vem desacompanhado. A mini começou muito bem. Pena que os desenhos não são mais de Lan Medina.

Terror LTDA: Cara, essa mini é uma grata surpresa. Bom, pelo que eu andei pesquisando, trata-se de um resgate de um personagem que andava meio desaparecido, que ganhou uma rapaginada. Estou gostando bastante dos roteiros e dos desenhos. E a Sra Primo é uma das melhores coadjuvantes que eu já vi.

Justiceiro: O final da incrível batalha entre Barracuda e Frank Castle. Bom, aqui a coisa ficou muito boa mesmo, como se espera de uma grande obra do Ennis. Infelizmente, na próxima edição da Max começa o último arco da era Ennis da revista. Pena, mas a conclusão deve ser com chave de ouro.

Mais informações Marvel 616

Resenha: Buffy – A Caça-Vampiros 8ª Temporada 5 (Ed. Panini)

Publicado dezembro 29, 2009 por srfelga
Categorias: Dark Horse Comics

Etiquetas: , , , , ,

Bom, final de ano normalmente é uma verdadeira correria. A maioria das pessoas tenta fechar vários assuntos que estão pendentes, sabendo que nem sempre isso será possível. Em razão dessa correria, o blog ficou quase um mês sem atualização. Espero que o ano que vem as coisas sejam mais calmas (apesar que eu acho que não vão ser). Algumas coisas devem mudar, principalmente no que diz respeito ao conteúdo do Blog, que deve ficar mais focado em quadrinhos como a Marvel Max e Vertigo. Mini-séries e alguns especiais também terão sua chance de espaço aqui. E possivelmente, as outras mídias devem ficar de fora.

Sem mais delongas, vamos a última parte do arco Sem Futuro, publicado no número 5 da revista da caçadora de vampiros mais famosa do momento. E a conclusão do primeiro bloco de histórias é muito boa. Como são duas histórias, vou fazer uma rápida análise, já que andei falando bastante das histórias da maior criação de Joss Whedon.

Sem Futuro (Conclusão): E não é que o arco centrado na Faith foi bem legal? A história começa com um flashback de Faith com o antigo prefeito diabólico de Sunnydale. Mais uma vez, aquela relação de pai e filha é explorada, fugindo dos clichês habituais que permeiam esse tipo de situação. Mas logo em seguida, voltamos ao presente. E começa o quebra-pau entre Faith e Genevieve. E as cenas de luta mostram que o desenhista evoluiu a beça em sua narrativa. Interessante é que Vaughan traça uma espécie de paralelo entre as duas caçadoras, já que ambas são parecidas (as duas estiveram no lado negro da força, mas seu mestres tinham uma relação fraternal com elas). Faith acaba cumprindo, a contragosto, a missão para qual Giles a designou. E no final, Giles acaba salvando a caçadora renegada. Mas a parte interessante da coisa é que a dupla que se formou: Giles e Faith, fazendo uma espécie de “X-Force” das caçadoras, já que o mentor de Buffy disse que não a queria envolvida no rolo. Grande conclusão, mas é o mínimo que se pode esperar de Brian K. Vaughan.

Qualquer lugar, menos aqui: Novamente, Joss Whedon assume o comando da sua criação, em uma história que serve para um descanso entre os arcos.  Aqui, o foco é Willow, Buffy e Dawn. A história parece ser um tanto sem sentido, mas no decorrer dela, vários fatos são explicados, o que ajuda a entender um pouco mais a nova temporada. Achei muito boa a história, mostrando que Joss Whedon é um dos melhores roteiristas que já passaram por este planeta. E quem diria, a Dawn tam mais culpa no cartório do que eu imaginava.

Bom, essa deve ser a última resenha do ano. Ano que vem, devo mudar algumas coisas, como já disse anteriormente. Vamos ver se consigo implementá-las. Grande abraço para todos os leitores e que 2010 seja tão bom quanto foi 2009 (pelo menos pra mim).

Resenha: Buffy – A Caça-Vampiros 8ª Temporada 4 (Ed. Panini)

Publicado novembro 21, 2009 por srfelga
Categorias: Dark Horse Comics

Etiquetas: , , , ,

Bom, esse post demorou para sair, já que ando sem tempo. Provavelmente, eu devo mudar um pouco as coisas aqui (ano novo, vida nova…). Em razão de uma absurda falta tempo, vou ter que reduzir os materiais aqui analisados. Sendo assim, somente coisas como a Marvel MAX e a nova revista Vertigo deveram dar as caras por aqui. Sem mais delongas, vamos analisar rapidamente a edição nº4 da minha caçadora de vampiros favorita.

O arco “Sem Futuro” prossegue revisitando um pouco do passado de Faith e Buffy, reprisando a briga ocorrida no episódio “Dia de Formatura” , da terceira temporada (uma das melhores temporadas de Buffy). O arco ainda é focado em Faith, que está tentando matar Genevieve, uma caçadora que está destinada a ser maligna. Porém, Faith acaba fazendo amizade com seu alvo, descobrindo que ambas possuem muitas coisas em comum.

Bom, Vaughan é um cara que dispensa comentários. E o ritmo da história continua o mesmo, ficando cada vez mais empolgante cada página lida. O desenhista, Georges Jeanty, está melhorando cada vez mais a sua noção de narrativa. A sequência da luta Faith com os gárgulas foi muito boa.

Ao que parece, o próximo número será a conclusão do arco. Espero que a conclusão seja boa, assim como o arco tem mostrado. E espero que a Panini continue publicando as aventuras da caçadora de vampiros mais famosa de todos os tempos.

Resumo: Marvel Max 74 (Ed. Panini)

Publicado novembro 2, 2009 por srfelga
Categorias: Marvel Comics

Etiquetas: , , , , , , , , ,

Bom, vamos ao resumo rápido da minha revista favorita do momento. Ressaltando que para os fãs de Zumbis Marvel, os super desmortos voltam no próximo número da Max. Bom, sem mais delongas,vamos aos resumos:

Terror LTDA: E não é que a história ficou ainda melhor? Legal que nessa parte do arco, as coisas foram mais voltadas para o horror, deixando um pouco a ação de lado. Interessante ver como Terror fica meio desnorteado sem o braço mágico da amada. Espero que essa série continue melhorando cada vez mais.

Foolkiller: E chega à cidade de L.A. o novo desafio do Matador de Idiotas. Nessa parte do arco aconteceram poucas coisas, mas a ação deve esquentar no próximo número. Novamente, o ponto alto dessa mini é a arte de Lan Medina, que continua excelente.

Zumbi: Conclusão do arco. Bom, a conclusão foi muito parecida com os finais de Resident Evil. Mas gostei da mini, apesar de não ser nada que vá ficar na memória.

Justiceiro: O carro-chefe da revista. E não é que no final dessa parte do arco o Ennis conseguiu surpreender? Pior que ficamos com a pulga atrás da orelha nos perguntando se o escritor teve coragem mesmo de fazer isso ou se foi apenas um despiste. Mas muito bom, esse arco está bem interessante. Pena que é o penúltimo com o Ennis.

Mais informações: Marvel 616

Resumo: X-Men 94 (Ed. Panini)

Publicado outubro 23, 2009 por srfelga
Categorias: Marvel Comics

Etiquetas: , , , , , ,

Bom, vamos ao resumo da revista mensal dos mutantes favoritos do pessoal. Admito que a revista passa por uma fase em que apenas Legacy pode ser considerada a única parte boa dela. Começo a achar que compro a revista mais pelo fato de gostar do grupo do que pela qualidade das histórias.

Pecado Original: Bom, trata-se de um crossover, pelo que eu entendi, entre as revistas Wolverine: Origins e X-Men: Legacy. A saga gira em torno da aliança feita entre Logan e Xavier para salvar a mente de Daken, o polêmico filho do baixinho canadense. E de quebra, há a um retcon, mostrando como foi o início de Wolverine nos X-Men, com direito a mais uma viagem ao passado obscuro de Logan. Gostei bastante, apesar que fiquei um tanto perdido, já que não acompanho a revista Origens. Os desenhos estão muito bons. Vamos ver se esse crossover mantêm o nível de qualidade que Legado costuma apresentar.

X-Men – Invasão Secreta: Os skrulls chegam à São Francisco e topam com o exército mutante comandado por Ciclope como linha de defesa da cidade. Achei mediana a revista, sendo que os desenhos acabam não colaborando muito, na minha modesta opinião. Interessante o plot que se desenvolve entre a “bíblia” skrull e Noturno (apesar de não ver com bons olhos isso, já que isso ajuda a lembrar de umas certas besteiras, mas o plot não deixa de ser interessante). E provavelmente, muitos fãs chiaram ao verem um Cike racista e completamente militarista. Vamos ver a conclusão, que provavelmente vai mostrar que Scott, quando quer vencer uma briga, não tem limites.

Mais informações: Marvel 616

Fest Comix: 16, 17 e 18 de outubro

Publicado outubro 16, 2009 por srfelga
Categorias: Uncategorized

Etiquetas: , ,

Bom, um post rápido, já que estou com uma certa pressa….

Aviso aos amantes da arte sequencial (e para os não amantes também) o Fest Comix já começou hoje, com diversas atividades,  além dos já conhecidos descontos nas compras das revistas. Uma boa pedida para o pessoal

Mais informações: http://comix.com.br/blog/

Resumo: Avante, Vingadores 33 (Ed. Panini)

Publicado outubro 11, 2009 por srfelga
Categorias: Marvel Comics

Etiquetas: , , , , , , ,

Bom, é a revista que faltava para completar os resumos do mês de setembro, permitindo que eu faça tranquilamente os resumos de outubro, bem como as resenhas do referido mês. Inclusive, como já dito anteriormente, este será um bom mês em termos de lançamentos. E só para lembrar a todos os amantes da arte sequencial, o Fest Comix está chegando.

Os Poderosos Vingadores: Bom, a revista mostrou o treinamento de Fury com seus novos Comandos Selvagens. Achei meio fraca, por assim dizer, mas foi bem melhor que o Tie In de Novos Vingadores. Interessante como Fury colocou os garotos na linha. Os desenhos também ajudam bastante a apreciar a história.

Vingadores-A Iniciativa: E continua a caçada pelos Skrulls infiltrados nas equipes dos 50 estados americanos. Sempre achei um título razoável, daqueles que vc não sente falta se não ler, mas também não te irrita se for fazê-lo. Enfim, um bom passatempo.

Máquina de Combate: Dessa vez, Jim Rhodes se meteu numa enrascada. Seguindo a tendência do mix, as histórias podem não ser tão empolgantes, mas ajudam a passar o tempo numa boa. Resumindo um pouco essa edição, Jim tem que lidar com a Invasão, já que Stark está completamente debilitado para tanto. Só acho que os desenhos poderiam ser um pouco melhores.

O Invencível Homem de Ferro: E a guerra ao terrorismo tecnológico de Stane chega ao seu ápice. O melhor título da revista, disparado. Bons desenhos, excelente roteiro, aqui Matt Fraction e Salvador Larroca mostram todas suas qualidades como escritor e desenhista, respectivamente. Como dito, é o melhor título da revista. Destaque para as participações de Pepper, que está ganhando um merecido destaque.

Mais informações:   Marvel 616


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.